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sábado, 2 de julho de 2011

 "Hoje acordei com conjuntivite e lembrei de você. De você e da sua mania de cuidar excessivamente de mim. Estou com um olho maior que o outro. De cinco em cinco minutos, sinto que ele incha mais e mais. Tá super feio. Vermelho. E dói. Dói muito. A sensação é de queimação interna. Já sentiu? Nem queira! Engraçado. Me faz rir tentar imaginar como você acharia graça ao me ver desse jeito. Às vezes me pergunto o que de tão bonito você viu no que há de mais feio em mim. Lembra? Meu pé gigante. Meu nariz mole. Meus sinais (que a gente brincava de contar junto e desistia no meio do caminho). Meu cabelo bagunçado. Minha teimosia. Seu olhar de reprovação quando eu fazia birra. Como eu poderia esquecer? Nossas tardes de bobeira. Nossas disussões. Nossas piadas e loucuras. Seu jeito de dizer que me amava. As tantas palavras ditas, mesmo que em silêncio. As horas no telefone que me traziam mais paz que um tranquilizante. Ah, você foi o amor da minha vida. E sempre será. Faça chuva, faça sol: amores a gente nunca esquece. Ainda mais quando são os mais lindos das nossas vidas. E você foi o amor mais lindo da minha vida. O amor que eu não amei. Mas que me amou do jeito mais eterno que existe. Me permitiu ser do jeito que eu sou. Me deu a mão, me mostrou uma infinidade de sorrisos, mundos, cores e sabores. Não quero pensar que tudo foi em vão. Que vai virar poeira. O que a memória ama, fica eterno. Quero lembrar sempre de você como estou lembrando agora: com suspiros de saudade (posso?). Suspiros que me remetem a lembranças mágicas.Desculpe por todas as falhas. Desculpe pela minha inconstância. Desculpe por não ter conseguindo. Eu quis. Quis muito. Você acredita? Eu sei que sim, você acredita nas pessoas. Não queria dizer, mas - você sabe - eu não gosto de meias-palavras: hoje chorei pensando em você.


Logo em seguida minha mãe entrou no quarto, me olhou e perguntou:
- O que houve?


Respondi, baixinho:
- Essa conjuntivite chata! (Sinto sua falta)"

ps: Dele para ela

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