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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Uma vez ameacei ir embora e tudo que ele foi capaz de me dizer foi um “pode ir” me desdenhando. E quer saber? Eu fui.



Pois hoje emergi calçando salto 15, ombros muito para trás, cabeça erguida e saia justíssima. Nariz arrebitado. Pisando duro. Pensam que vão acabar comigo? Nunca! E como se não bastasse, tem um aviso na porta do meu coração: quem não dança conforme o ritmo da casa, não perca tempo tocando a campainha. Meus joelhos tremem, só de pensar em uma queda novamente. Preciso ter ao menos, uma garantia né? Quando eu olhar pro lado, quero estar cercada só de quem me interessa. A gente perde muito tempo com expectativas, você sabe bem disso. Esperamos a fila do banco, o carro lavar, a moça passar, a vida andar. Esperamos o farol ascender, o dinheiro mexer, a escolha se fazer, a vida nos levar. Até quando gostamos de alguém, esperamos a atitude do mesmo. Se gosta vai lá e ponto. Não é de amores que você vai morrer. Não é de falta de dinheiro e nem muito menos de insegurança. Vai morrer de espera e das sequelas que ela deixará. Não espera, vai lá e faz, se quer, vai lá… A vida está andando e o esperar matando, vai lá.

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