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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

"Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé. Manda essa tristeza embora. Basta acreditar que um novo dia vai raiar, sua hora vai chegar."


Já reparou que normalmente é antes de dormir, no meio daquela aula chata, na hora da novela, no banho (principalmente) que vem à tona os pensamentos que você tentou evitar o dia inteiro. A gente faz o que pode pra disfarçar a falta. Mas no fundo a gente precisa separar um tempinho pra botar a carência em dia. Eu, por exemplo, tem dias que falo: “Hoje eu vou fazer uma playlist só com músicas nostálgicas. Vou chorar por tudo o que nós fomos. Por aquilo que eu pensei que seríamos. E por aquilo que nunca vamos ser.” E só depois desse ritual todo, eu me sinto em paz. Pronta pra esquecê-lo de novo. Ah, Deus, até quando eu, minha amiga, a pessoa que está lendo esse post vamos ficar nesse “lenga-lenga” de estou-tentando-superar?


É sempre a mesma novelinha, durante a semana eu fico pensando em quem vai ser o tapa-buraco da vez, quem é que vai me distrair quando eu quiser a presença dele. Quem eu vou poder mandar msg nos horários que eu recebia uma sms com o nome dele. Fico já imaginando se aquele paquera de sempre vai estar disponível pra mim no sábado. Aí de quebra eu arrumo outro de reserva, né.. o negócio é não me apegar. Então assim eu não corro o risco de me envolver com ninguém.


No começo, tudo é novidade. Saí de um relacionamento jurando não me apaixonar mais. Sabendo que gostar de alguém de novo, ia ser uma missão quase impossível no momento. E que eu queria era tirar casquinha, ficar com o lado bom das relações. Sem drama. Sem saudade. Sem grude. E qualquer um que se metesse ao romance pra cima de mim, tchau e bença. Foi dando certo, minha auto-estima foi aumentando (esse era o intuito). Mas dentro de mim sempre aqueles pensamentos de: “ai será que ele já tá sentindo minha falta?” “será que ele já descobriu que eu beijei fulano?” “E essa piriguete que ele tá pegando, será que ele me compara a ela? Será que ele a chama pelos mesmos apelidos que me chamava?” E aí, nós temos a tendência de querer viver de aparências para o “ex.” Eu comecei a me cuidar, fiquei mais bonita, mais inteligente, mais experiente. Quem sabe assim ele não sentiria vontade de voltar não é mesmo? E sabe o que aconteceu? Ele continuo fingindo que eu não existia. Todo relacionamento chega ao fim, porque de alguma forma não estava satisfazendo ao menos um dos parceiros. Eu fiz o que podia e o que não podia pra conquistá-lo, sentimento teve de sobra, força de vontade também. Mas tem sempre um dos dois que ama mais né? Quem dera não fosse eu.


Agora fico imaginado você, que terminou seu relacionamento, tem seus altos e baixos. Fica nesse chove e não molha. Em fim de semana você toma umas, faz festinha com as amigas, arruma um paquera novo. No outro você enjoa, cansa, e vai ter uma recaída. Se seu ex ainda te procura, você começa a não resistir e vai se tornando uma espécie de “step” pra ele. E a situação fica cômoda. Você não vai se desligar nunca. APRENDA QUE EM RELACIONAMENTO NÃO EXISTE MEIO TERMO. Ou vai, ou racha. Se ele pediu um tempo, dê esse tempo. Deixa ele procurar uma com a coxa mais dura. A conta bancária mais recheada. Deixa ele conferir pela milésima vez que não tem nenhuma melhor que você. Que com elas pode até render muitos beijos dentro do carro. Uns amassos no cinema. Mas o que sempre vai faltar é assunto. Bastante assunto. Deixa ele colocar na balança o que é prioridade: a liberdade ou a entrega. Ele e você precisam sair da rotina. Faz um esforcinho pra não procurar, não chamar a atenção, ELE PRECISA LEMBRAR DE VOCÊ, SEM VOCÊ PRECISAR LEMBRAR ELE ENTENDEU? E não tente provar nada para suas amigas, para os amigos dele, e muito menos pra ele. Essas coisas a gente percebe sozinho. O coração sabe quando a gente tá perdendo a outra pessoa. Não adianta forçar a barra é pior. Tá vendo essa dor que vira e mexe aparece? Essa sensação de que você nunca vai encontrar alguém compatível? Tá vendo esse drama que chega bem quando você coloca a cabeça no travesseiro? Eu te garanto, isso também passará!

SABE AQUELA ESCORREGADA PRA APRENDER A LEVANTAR? É DISSO QUE EU TÔ FALANDO.

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