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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O que a gente nunca espera, ta ali esperando a gente.


Quando eu penso que já conheci todos os babacas e canalhas do mundo, percebo que a espécie é infinita. A gente tá ali, seguindo nossa vidinha mais ou menos zé, e vem ele achando que pode pegar nosso coração andando, sentar janelinha e deixar tudo uma desordem? A gente resiste ao máximo. Só que um dia você volta atrás. Ele te convence. Chora. Te pega de jeito. E você lembra que ninguém beija como ele, ninguém abraça como ele, ninguém olha como ele, ninguém ri como ele, ninguém te enlouquece como ele. Não adianta, meu orgulho não me respeita. Eu tinha tudo pra ser uma durona de mão cheia e nada. Como estava dizendo, sempre quis ser dessas mulheres insensíveis, inatingíveis. Mas nunca consegui. Quando vou ver, já contei minha vida pra primeira pessoa que me deu um pouco de atenção. Já tô rindo alto no restaurante porque não me controlei e fiquei feliz demais. Já escrevi um texto sobre o fulaninho da terça passada… E quando vou ver, lá se foi a mulher misteriosa que eu gostaria tanto de ser. Porque eu jamais poderia ser uma. Aí eu vou lá, conheço esse carinha, aquela velha atração sem fundamento. Já que nós nunca vamos namorar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu charme com as garotas fáceis. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É desilusão total. É o pior relacionamento do mundo. Mas como diria minha mãe “quando essa menina coloca uma coisa na cabeça..."

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