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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: "Agora eu sou solteira e ninguém vai me segurar." "Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também." No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos sem compromisso, alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, que não aguenta essa carência. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Faz parte. Estar com alguém é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, uma pessoa pra te dizer umas verdades, enfim, é ter ‘alguém para amar’… Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento.

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