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sábado, 7 de janeiro de 2012

Era óbvio que a gente não iria ficar junto para sempre, mas precisava dizer?

Eu olhei tão apaixonada que ele sorriu, um sorriso do tipo "eu sei que eu sou foda". Foi aí que eu percebi que estava na merda. E queria que ele não achasse que sou sempre louca, ainda que eu seja. Eu sou romântica, intensa. Se gosto de alguém, eu gosto bastante e para sempre e sem fim. Apenas porque é uma delícia gostar. Gostar é sempre muito mais gostoso que fazer aquele sem-fim de joguinhos medrosos. Isso de ficar evitando, cansa. São os impulsos que determinam nosso futuro. Às vezes basta 20 segundos de coragem para mudar muita coisa. Ele tem é um medo filho da puta de ser feliz, medo de amar, medo de ser bom. "Tudo que faz bem pra gente, a gente tem medo." Até quando? E mais uma vez eu fiquei triste. Chorei tudo o que tinha pra chorar. Lembrei tudo o que tinha pra se lembrar. Tirei um dia só pra ele. Pensei nele antes de dormir, refiz os diálogos. Depois, como sempre, limpei o rosto e continuei.  E então, no dia seguinte, acordei para uma vida nova. Deixei ele, e tudo do dia passado, alí, no passado.

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